Amor
O silêncio nem sempre é ausência de palavras.
Às vezes, ele é presença de dúvidas.
Dói quando não há resposta, quando a conversa fica suspensa no ar, quando o outro escolhe calar e nos deixa sozinhos com pensamentos que não param. O silêncio dói porque a mente tenta preencher o vazio — e quase nunca o faz com gentileza.
Não é o fim que machuca mais.
É a falta de clareza.
Quando não há explicação, o coração cria perguntas. E cada pergunta sem resposta pesa como um eco interno. A pessoa começa a revisitar momentos, gestos, palavras, tentando entender onde tudo se perdeu. Esse movimento cansa, fragiliza e, muitas vezes, gera culpa onde não deveria existir.
O silêncio também revela limites.
Ele mostra até onde o outro consegue ir emocionalmente.
Mostra o que não é dito, mas é sentido.
Na espiritualidade, aprendemos que o silêncio pode ser sagrado quando é escolha consciente para escutar a alma. Mas quando é usado como fuga, ele se transforma em dor. O silêncio que dói não ensina — ele confunde.
Ainda assim, há algo importante a compreender:
nem todo silêncio é rejeição.
às vezes é incapacidade.
ou medo.
ou imaturidade emocional.
E reconhecer isso não apaga a dor, mas ajuda a colocá-la no lugar certo.
Respeitar o que se sentiu é essencial. Se doeu, foi real. Nenhum sentimento precisa de validação externa para existir. A cura começa quando paramos de exigir respostas de quem não consegue oferecer e passamos a escutar o que a própria consciência pede.
Há momentos em que uma orientação mais profunda ajuda a organizar pensamentos, compreender ciclos e encontrar clareza para seguir adiante com mais serenidade.
Tarô Sinos Encantados
orientação espiritual
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